Na mata ciliar, às margens do rio, papagaios e tucanos observam as pessoas que passam flutuando – com máscara, snorkel e roupa de neoprene - ao sabor da correnteza suave. Os passeios de
flutuação são os mais interessantes de
Bonito, a cidade plantada no alto da
Serra da Bodoquena, a 280 km de Campo Grande (MS), hoje uma espécie de capital nacional do
ecoturismo.
Em Bonito, os rios são como aquários repletos de peixes. E você não apenas contempla a paisagem, mas interage com ela o tempo todo. A região conta ainda com um conjunto tão impressionante de
cachoeiras e
cavernas de calcário que, para a maioria dos visitantes, o mais coerente seria uma denominação entre o lindo e o maravilhoso. Bonito, no caso, parece pouco. Na
Gruta do Lago Azul, o nome também diz muito, tal qual o de Bonito. Uma caminhada de dez minutos leva a uma lagoa dentro de uma caverna forrada por
estalactites.

A transparência da água é tanta que quando um facho de luz incide na superfície dá para ver as pedras do fundo a quase 70 metros de profundidade. Mas é apenas para olhar, mergulhar nem pensar.
A maior de todas as aventuras locais, no entanto, acontece no
Abismo Anhumas. Uma fenda na terra que se abre numa gigantesca gruta subterrânea com um lago dentro do tamanho de um campo de futebol. A aventura começa num
rapel de 72 metros para chegar até uma plataforma de madeira, onde um bote inflável parte num giro pelas galerias internas da caverna. E o passeio continua num mergulho para observar grandes espeleotemas submersos. Em uma única palavra: inesquecível.

Abismo Anhumas. Foto: Divulgação
Na Estância Mimosa Ecoturismo, algumas trilhas pela mata conduzem a oito belas cachoeiras, e na volta à sede da fazenda, um delicioso banquete preparado no fogão a lenha está pronto e quentinho à espera dos visitantes. Já no passeio de bote pelo Rio Formoso, os guias incentivam uma divertida guerrinha entre os participantes que jogam baldes de água um nos outros. Uma só viagem é pouco para conhecer tudo em Bonito.

Águas cristalinas das cachoeiras da Estância Mimosa Ecoturismo. Foto: Haroldo Palo Jr.
Uma das melhores épocas do ano para conhecer Bonito é entre agosto e outubro, pois quase não chove, o que facilita as caminhadas e as flutuações nos rios, além disso, os preços são de baixa temporada. No verão, se deixar para última hora, pode não encontrar vaga.
Esse cuidado todo é porque o mundo inteiro já descobriu Bonito. E até os gringos, que não dominam o português, acham que Bonito é pouco. Melhor seria wonderful, merveilleux ou algo parecido.
Fonte: Viagem MSN