Foto: Luiza Spengler Coelho
As belezas naturais de Fernando de Noronha, por muito tempo permaneceram restritas a militares e presos. Passaram-se mais de 250 anos, quando em 1988, a ilha deixou de ser território das Forças Armadas. Só após este período, que as imagens dessa maravilha no meio do Oceano Atlântico ganharam o mundo.
Entretanto, afirma o coordenador de meio ambiente e ecoturismo da ilha, Alexandre Lopes, foi quando começou o desafio de equilibrar turismo e ecologia. "É uma batalha diária para conscientizar moradores e turistas", diz.
Veja alguns fatores que se fizeram necessário para a preservação deste santuário, conforme publicado no Estadão.
Para preservar esse santuário, foi necessário adotar muitas regras. Algumas praias, hábitat de dezenas de espécies, são fechadas à visitação em determinadas épocas do ano. Outras ficam interditadas à noite, quando tartarugas marinhas procuram a região para a desova. Nadar com golfinhos ou usar protetor solar? Nem pense nisso.
A Praia do Atalaia é, de longe, a que segue o regulamento mais rígido. A visita, restrita a 150 pessoas por dia, ocorre na maré baixa e cada um permanece, no máximo, 20 minutos na água para não agredir os corais.
A entrada em Noronha é limitada a 420 pessoas por dia, justamente para evitar o turismo de massa. O número não inclui os navios, que chegam de outubro a fevereiro.
Para colocar os pés na ilha é preciso pagar a taxa ambiental, que aumenta com o tempo de permanência. A visita de um dia custa R$ 38,24.
Também não há hotéis, apenas pousadas ou quartos alugados nas casas de moradores.
Veja mais.
Embora algumas pousadas já utilizem energia solar, a maioria das casas ainda usa óleo diesel, combustível altamente poluidor. E esse é o desafio atual. O Programa Noronha+20, do Ministério do Meio Ambiente, prevê o uso de energia renovável por vento, sol e correntes marinhas a partir de 2020. A ilha quer ficar ainda mais verde.
Com informações Estadão